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01/05/2020 - 08:25
1º de maio – Dia do Trabalhador
Fonte: DIRETORIA SINETRAN-MT

 Essa data internacional é em memória a luta e a morte de trabalhadores das grandes greves de 1886 nos USA que tiveram Chicago como o maior palco. Os trabalhadores reivindicavam melhores condições de trabalho e a redução da jornada para 8h diárias. Foram duramente reprimidos pela polícia, com trabalhadores sendo presos, mortos e condenados a morte pela justiça estadunidense. Essa greve e seus mártires tornaram-se símbolos da luta contra o Capital e são inspiração até hoje para os que lutam por um futuro melhor para a classe trabalhadora no mundo inteiro. No ano de 1889, o congresso da Segunda Internacional Socialista em Paris estabeleceu o 1º de Maio como Dia do Trabalhador.

Desde 1906, a influência dessas greves podia ser vista refletida no movimento operário brasileiro que utilizou a data para marcar a luta da classe trabalhadora no país. Durante sucessivos anos, esse dia foi utilizado para demonstração de força e organização em defesa das reivindicações da nossa classe. Comícios, boicotes e greves, os quais eram realizados com enfrentamento contra os patrões e a polícia, garantiram a conquista de uma série de direitos que temos até hoje.

Em pouco mais de um século do movimento operário no Brasil muitos direitos foram garantidos através da luta e o 1º de Maio continua sendo a data que marca a memória da nossa classe, como também a necessidade de estarmos organizados e prontos para os combates contra a classe capitalista na defesa dos nossos direitos. Afinal, Muitos dos nossos foram presos, torturados e mortos nesses processos de luta.

Hoje vivemos em um tempo sombrio, no qual os direitos conquistados em mais de 100 anos de luta estão sendo duramente atacados pelos patrões e seus governos. Bolsonaro, representante atual dos capitalistas no Brasil, vomita ódio de classe contra os trabalhadores todos os dias. Em seu governo, o fascista busca aprofundar ainda mais a reforma trabalhista através de decretos e medidas provisórias. Bolsonaro atacou a previdência dos trabalhadores com a reforma que reduz ainda mais o valor e o acesso às aposentadorias e pensões e retira recursos da assistência social. Para Bolsonaro, o teto de gastos e congelamento salarial é pouco, ele quer reduzir salários através da PEC 186. Quer privatizar empresas públicas estratégicas do país e mandar embora centenas de milhares de empregados públicos. Bolsonaro decretou que as terceirizações devem ser prioridade para contratação para os serviços públicos, e fazer concurso público apenas para setores onde não é possível terceirizar.

Ele defende que em meio a pandemia do COVID-19, os trabalhadores e trabalhadoras tenham que trabalhar para garantir as taxas de lucro dos patrões. “E daí” que já morreram mais de 6000 pessoas no país, segundo esse Presidente. Todos os dias ele ataca o isolamento social, minimizando a pandemia que ceifa a vida de trabalhadores e trabalhadoras no mundo inteiro. Enquanto burocratiza ao máximo o acesso ao auxílio emergencial de R$ 600,00, que é um valor ainda extremamente baixo, rapidamente repassou 1,2 trilhões de reais para os Bancos garantirem seus lucros em meio a crise. Isenta impostos todos os dias para grandes empresas, enquanto permite que os patrões reduzam salários, suspendam contratos de trabalho e e demitam em massa, para que morram, se não for de COVID-19 de fome.

O Governo Estadual de Mato Grosso faz o mesmo e ataca os direitos dos servidores com o congelamento salarial, congelamento de concurso e nomeações e reforma da previdência. Embora na imprensa defenda o isolamento social, não o permite para servidores que não fazem parte dos serviços essenciais para o combate da Pandemia do COVID-19 e nem para trabalhadores do setor privado através de Decretos que relaxam a quarentena.

Neste 1º de Maio não podemos nos encontrar nas ruas por conta da Pandemia que se instalou. Mas a data nos traz a necessidade de refletirmos a urgência da organização da Luta de toda a classe trabalhadora, para além das cercas das categorias que tenta nos diferenciar. Precisamos nos reconhecer enquanto trabalhadores e trabalhadoras. Precisamos reconhecer que nesta sociedade, nossa força de trabalho é uma mercadoria que produz mais valor para o Capital e tem prazo de validade definido pela classe capitalista. Quando acaba essa validade, somos descartados e substituídos. Restando a miséria para milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Vemos isso todos os dias com o aumento do número de trabalhadores e trabalhadores morando nas ruas, principalmente nos grandes centros urbanos do país.

Contra esse Governo de morte, contra a miséria, contra a retirada de nossos direitos, para voltarmos a avançar nas conquistas e por todos aqueles e aquelas que sofreram violência, tortura e morreram em defesa da classe trabalhadora e por todos os que viverão.

VIVA O 1º DE MAIO – DIA DO TRABALHADOR