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Sinetran-MT denuncia teto caindo na cabeça dos servidores na Arena Pantanal

 Os servidores que realizam atendimento de habilitação e veículos do Detran-MT em Cuiabá foram remanejados para a Arena Pantanal para manutenção do atendimento à população enquanto a Sede da autarquia passa por reformas e já sofrem com as péssimas condições de trabalho proporcionadas pelo Elefante Branco.

O atendimento previsto para terça-feira (08/09), iniciou apenas no dia seguinte. Na quarta-feira, os servidores passaram a atender e o ar-condicionado da Arena Pantanal não estava funcionando. Como a temperatura estava mais de 40°, era totalmente insalubre trabalhar no local que gerou aglomeração e animosidade por parte dos usuários que tiveram de subir três lances de escada para chegar ao local de atendimento. Ontem (10/09) os servidores do atendimento exigiram ar-condicionado e paralisaram as atividades devido à falta de estrutura.

Hoje, outro problema na estrutura. O teto começou a desabar. “Além do problema do calor e da necessidade de ar-condicionado na Arena, há também que garantir a manutenção do teto para que o mesmo não caia na cabeça dos servidores e usuários.” comenta Lucas Póvoas, presidente em exercício do Sinetran-MT.

Mas há também a questão da COVID-19 que assombra a categoria. O Governo sem plano de ação e capacidade de gerir, realiza uma reforma e não tem outro espaço, ou se propõe a alugar outro local para manter o atendimento, enquanto realiza a reforma. O Detran-MT que paga o aluguel da nova sede do BPMTRAN não pode alugar um espaço para o atendimento do próprio órgão e mantém os servidores e usuários no mesmo local, onde as pessoas buscam atendimento médico e realizam exames quando apresentam sintomas da COVID-19. O Elefante Branco sucateado que é a Arena Pantanal serve de tapa buraco sempre que o governo precisa realizar algum tipo de atendimento, ou realiza reformas. Já foi Escola, Hospital e agora Detran-MT.

 A Autarquia possui histórico de morosidade nas reformas que normalmente demoram anos para serem concluídas. Um exemplo foi a reforma da Ciretran de Várzea Grande que demorou dois anos para começar e mais um ano e meio para ser concluída. Os servidores que foram obrigados a trabalhar em condições insalubres por dois anos no subsolo do shopping de Várzea Grande tiveram de fazer greve para fazer a reforma sair do papel e garantir o retorno para sua antiga unidade. Outro exemplo é a do Bloco III da Diretoria de Habilitação que demorou quase dois anos para ser concluída e na primeira chuva apresentou infiltração, depois de entupir o Bloco IV com os setores que foram deslocados em virtude das obras.

O fato de mudar o atendimento para o outro lado da cidade acarreta, ainda, em grande prejuízo financeiro para servidores que sofrem com o arrocho salarial com mais de dois anos sem RGA e a devida valorização salarial que merecem. Muitos buscam morar perto do trabalho e instalaram-se na região do CPA. Agora tem de atravessar Cuiabá inteira para chegarem ao trabalho.  Sofrem também os usuários que terão de atravessar a cidade quando tiverem de iniciar um serviço em alguma agência e terminá-lo na Arena Pantanal.