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COVID-19 FAZ NOVAS VÍTIMAS ENTRE SERVIDORES DO DETRAN-MT

 Óbitos poderiam ser evitados com medidas sanitárias mais rígidas

Apesar de Mato Grosso viver o momento mais crítico da pandemia de COVID-19, batendo recordes na contaminação, nos óbitos e nas taxas de ocupação dos leitos de UTI no sistema de saúde, a direção do Detran-MT não parece muito preocupada com a preservação da saúde de servidora(e)s e da(o)s usuária(o)s dos serviços da entidade, pouco fazendo para combater os efeitos da segunda onda, que faz novas vítimas entre a(o)s profissionais da autarquia.

 

Não bastando a situação calamitosa que vem enfrentando desde o início da pandemia e o surgimento de novas cepas mais transmissíveis do novo coronavírus, como a surgida no Amazonas, a(o)s servidora(e)s do órgão tiveram de começar a semana consternados pela notícia do falecimento de mais um colega de trabalho e de uma familiar de servidora, perdas que poderiam ter sido evitadas com a adoção de medidas preventivas mais rígidas por parte do Detran-MT.

 

Em que pesem as diversas solicitações que o SINETRAN-MT vem fazendo desde março do ano passado, a direção do órgão tem sido omissa quanto a sua responsabilidade com a garantia de condições mínimas, expondo profissionais e usuária(o)s à contaminação. Tal situação tem sido constantemente denunciada pelo sindicato, que não se eximiu de cobrar uma postura mais firme no combate à COVID-19 – inclusive através de Ação Civil Pública movida na justiça estadual e de audiência realizada no dia 28 de janeiro.

 

Ainda assim, em demonstração ímpar de desumanidade, o Detran-MT, diferente do caminho tomado pela maioria dos órgãos da administração pública estadual, não atendeu às solicitações do sindicato para implementação do revezamento e o trabalho remoto autorizado no Decreto 783/2021, para desinfecção das unidades e inclusão da(o)s profissionais nos grupos prioritários de vacinação. Por sua vez, além do fato de sequer os insumos básicos necessários para o trabalho presencial serem garantidos – são corriqueiras as faltas de álcool 70%, luvas e máscaras – a(o)s trabalhadora(e)s estão submetidos à aglomeração nos locais de trabalho, sempre lotados.

 

Disso decorre o adoecimento, cada vez maior, imposto a(o)s trabalhadora(e)s e a população, que sofre com a perda de entes queridos e com a constante exposição ao risco de contaminação. Contudo, a despeito da calamidade cotidiana vivida pela categoria, na qual o número de casos só aumenta, a direção do Detran-MT parece mesmo preocupada é com a com sua arrecadação milionária, à qual se refere, investida de um cinismo mórbido, como “manutenção dos serviços essenciais”.

 

Diante das reiteradas negativas da direção da autarquia, neste 02 de fevereiro a diretoria do sindicato protocolizou, junto ao Gabinete do Governador, o ofício 08/2021/SINETRAN-MT, cobrando a implementação das medidas necessárias para conter o avanço da doença.