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Dia do Trabalho ou dia do Trabalhador? Você sabe por que o dia 1º de maio foi criado?

 No final do séc XIX, homens, mulheres e crianças enfrentavam jornadas de mais de 12 horas diárias de trabalho. Vendiam barato sua força de trabalho nas fábricas, mas logo perceberam que seu cansaço e sua miséria garantiam a folga e a riqueza dos patrões. 

É da revolta contra a exploração que nasce a luta pela jornada de 8 horas de trabalho. Em 1889 a II Internacional Socialista decide transformar o 1º de maio em um dia de luta pela redução da jornada de trabalho. A escolha da data buscava homenagear a luta dos(as) operários(as) de Chicago duramente reprimidos três anos antes (1886) em uma Greve Geral pela jornada de 8 horas. A repressão da polícia foi violenta e deixou dezenas de mortos e feridos. Trabalhadores foram presos e responsabilizados pela greve. Cinco foram condenados à morte e três à prisão perpétua. 

Apesar da prisão, o exemplo de Chicago serve de estopim e inspira trabalhadores ao redor do mundo. As greves gerais em vários países como no Brasil (1917), Argentina (1909), Portugal (1912), Rússia (1917), Inglaterra (1926), forçam os patrões e governos a reduzir a jornada de trabalho e regulamentar o trabalho infantil. 

Os patrões se assustam com a força da mobilização e fazem de tudo para esconder o caráter combativo do dia 1º de maio. Nos Estados Unidos, a data passa a ser comemorada em setembro e passa a ser chamada “dia do trabalho”. No Brasil, Getúlio Vargas transforma o 1º de maio em feriado e passa a anunciar mudanças na legislação trabalhista nesse dia. O objetivo é fazer com que os direitos pareçam presentes do Governo ao invés de conquistas da mobilização. Muitos sindicatos caíram nessa armadilha e ao invés de lembrar o caráter combativo da data, fazem sorteios e festas no 1º de maio. 

Se engana quem acha que a luta contra a exploração é algo do passado. Saiba que hoje, em meio à pandemia do COVID-19 a riqueza dos bilionários aumentaram cerca de 39%. Essa pequena parcela da população concentra uma riqueza muito maior que a grande maioria da população do país. Para que isso aconteça, a classe trabalhadora tem que se expor ao vírus e trabalhar para garantir esse enriquecimento. Cerca de 400 mil trabalhadores e trabalhadoras morreram no país sem poderem garantir seu isolamento social com garantia de empregos e salários, sem um auxílio emergencial digno para sustentar suas famílias. Sem as vacinas que tardaram em chegar devido a política genocida dos Governos Federal, Estaduais e municipais que sabem que com a redução da classe trabalhadora, economizam com aposentadorias, pensões, além de diminuir o exército industrial de reserva a níveis mais aceitáveis, num país com o absurdo recorde de desemprego com mais da metade da população trabalhadora sem trabalho. 

A conta da crise do capital, mesmo com uma crise sanitária terrível, é jogada nas costas dos trabalhadores e trabalhadoras. Enquanto os patrões seguem com os lucros e isenções fiscais estratosféricas causadoras da falta de recursos para aplicação de políticas públicas para os mais pobres e que congelam salários e direitos da nossa classe.

Cabe a nós classe trabalhadora manter viva a história do 1º de maio. E essa história se constrói todos os dias. Na resistência diária nos locais de trabalho, em cada greve e mobilização, levamos adiante os sonhos de homens e mulheres que resistiram à exploração e perderam a vida na luta por direitos e por um mundo sem exploradores e explorados!

Viva o 1º de Maio!

Viva a Luta da Classe Trabalhadora!