8M – DIA INTERNACIONAL DA LUTA DAS MULHERES: UMA DATA NECESSÁRIA

Em homenagem a Greve das mulheres trabalhadoras de 8 de Março de 1917 contra a guerra e contra a carestia na Rússia que foi capaz de derrubar o Czar, esta é uma data histórica da luta das mulheres.

Os anos de lutas diárias das mulheres trabalhadoras garantiu inúmeros avanços, como a não exploração de crianças nas fábricas, licença maternidade, melhores salários, melhores condições de trabalho, dentre outros. A luta ainda continua. No ano passado as mulheres tiveram um papel importantíssimo na derrota do governo machista, racista, homofóbico e contra a classe trabalhadora.

Uma das lutas é para acabar com a violência contra a mulher. Continuam alarmantes os números de casos de mulheres assassinadas por homens que pensam ser proprietários de seus corpos. Ano passado, no Brasil, 495 mulheres – mães, filhas, irmãs, companheiras, esposas, namoradas, amigas, tias, primas – perderam a vida pelas mãos de homens que confiavam. Além dos feminicídios, há ainda registros de inúmeras agressões físicas, ameaças, perseguição e estrangulamento. Nesse sentido, os dados de 2022 representam um aumento de 10% comparado a 2019, segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública – passou de 25,6% para 35,6% o percentual de entrevistadas que afirmaram ter sofrido alguma dessas violências neste período.

O Fórum atribui este aumento ao bolsonarismo. “Este processo parece ter se intensificado na sociedade brasileira com a eleição do político de extrema-direita Jair Bolsonaro”, aponta o relatório. E a conta é simples: se a ideologia prega a submissão da mulher ao homem, como o pensamento conservador, representado pelo ex-presidente, este se sentirá no direito de violentá-la.

O desrespeito às muheres é reproduzido também em outros espaços, como no trabalho, onde ainda ganham cerca de 20% menos do que os homens, apesar de terem maior nível de escolaridade e se dedicarem cerca de 10 horas a mais ao trabalho doméstico. Os dados são de 2022.

Nesse sentido as mulheres também são as mais prejudicadas pelos direitos retirados a partir das reformas Trabalhista e Previdenciária, e serão as mais prejudicadas se deputados e senadores conservadores – ou a serviço do grande capital, independentemente da posição ideológica declarada – fizerem tramitar a proposta de Reforma Administrativa. Temos não só de barrar, mas de reverter esses grandes ataques.

Por isso ressaltamos aqui todo o nosso apoio às mulheres trabalhadoras que se organizam neste 08 de Março, nas ruas, nas praças, em acampamentos como o que está sendo realizado em Cuiabá desde o dia 06/03, e culminará num ato público na Praça Ulisses Guimarães a partir das 7h do dia 08/03.

AS MULHERES VÂO ÀS RUAS NESSE 08/03, PARA DEFENDER:

 – Nenhum direito a menos! Revogação das reformas trabalhista e previdenciária!

 – Aumento Salarial e igualdade salarial entre mulheres e homens!

 – Fim da dupla jornada de trabalho!

 – Fim da violência contra as mulheres e da impunidade aos que agridem e matam!

 – Garantia de acesso à saúde integral das mulheres!

 – Sem anistia aos que praticaram e financiaram atos golpistas: cadeia para Bolsonaro!

Caminhamos juntos, de braços dados.

Avante, companheiras!

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