O 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores

O 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, é uma data definida pela Internacional Operária – que existiu entre 1889 e 1916 -, que historicamente problematiza as duras relações de trabalho no modelo de sociedade atual em todo o mundo. Naquele período, a principal reivindicação dos trabalhadores era a redução da carga excessiva de trabalho, que ultrapassava 13h diárias.

Três anos antes, nos dias que iniciavam o mês de maio, trabalhadores de Chicago fizeram uma grande greve e colocaram milhares de pessoas nas ruas, irritando os patrões. No dia 04 daquele mês, um confronto entre policiais e manifestantes produziu o que ficou conhecido como Massacre de Haymarket, no qual 20 trabalhadores morreram e dezenas ficaram feridos. A luta que teve início nos EUA, se espalhou pela Europa e se intensificou por todo o mundo.

Mais de cem anos depois, apesar de todas as conquistas como redução da carga horária, férias, reajuste salarial, licença maternidade, entre outras, podemos observar as investidas do capital em todo o mundo para fragilizar os vínculos trabalhistas, subjugando categorias a cumprirem, novamente, jornadas superiores a 12h diárias para conseguirem “formar” seu próprio salário, como é o caso dos trabalhadores uberizados.

Neste contexto, em que os direitos sociais e trabalhistas são duramente atacados no país pelo Teto de Gastos, pelas reformas da Previdência e Trabalhista, aprovadas nos últimos anos, além de outras medidas ainda em tramitação, como o PL1099/22 (versão ainda pior da Carteira Verde Amarela) e Reforma Administrativa (PEC 32), é imprescindível demarcar a resistência e a luta da classe pela manutenção de tudo o que já foi conquistado em anos de luta organizada.

A Reforma Trabalhista já completou cinco anos sem estimular mais contratações. Aproveitando da tragédia causada pela pandemia de Covid-19, que já matou quase 700 mil pessoas no Brasil e 7 milhões em todo o mundo, o capital lança outros ataques, subsidiando as empresas para que possam romper ainda mais contratos sem arcar com as responsabilidades trabalhistas.

Enquanto isso, os trabalhadores têm cada vez menos condições de irem ao mercado, pagar aluguel, e o número de pessoas em situação de rua só aumenta – cresceu 31% nos últimos dois anos só na cidade de São Paulo.

As condições de trabalho matam e ferem trabalhadores todos os dias no país e o Estado de Mato Grosso está em 11º colocado no ranking de acidentes de trabalho da Federação.

No Brasil, o primeiro ato em praça pública em referência ao Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores foi realizado em 1892, em Porto Alegre-RS, e desde 1924 o 1º de maio tornou-se feriado nacional, “consagrado à confraternidade universal das classes operarias e à comemoração dos mártires do trabalho”.

Por isso, o Sinetran-MT orienta a todos os sindicalizados que neste 1º de mais procurem, mais do que celebrar, rememorar companheiros e companheiras que lutaram para que nós pudéssemos ter uma vida melhor e seguir o seu exemplo para assim continuarmos essa história até a emancipação da nossa classe dos grilhões aos quais estamos atados.

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